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ABSINTO DE AMOR

Brindei, por ti,
o sorriso das hienas
e saciei a sede 
no lamaçal cristalino 
da insensatez.

A cada gole sorvido 
um absinto de amor
deslizando incólume 
pelo infinito do meu eu.

E assim, 
te misturei na saliva 
amarga e infecunda
daquela noite fria.

E te consumi, 
te tomei e te bebi 
no cálice trincado 
da ingratidão

P0460.2015.02
Copyright © 2015 by Magno R Almeida
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IMPORTA? (revisado)

Importa?
Se sem você minha vida não faz sentido...
Se o amor que eu te devoto
me faz cada vez mais sofrido
Se a luta que travo por teu amor
é desprezada pela tua ingratidão

Importa?
Se a minha vida sem você
é um traço imperfeito...
Se eu aprendi a te amar desse jeito
Se a tua indiferença não te permite
ver o quanto eu te quero

Importa?
Se as loucuras que eu já cometi por teu amor,
foram nada perante a tua leviandade...
Se você conseguiu arrancar do meu peito
o que antes eu achava ser felicidade...

Importa?
Se agindo assim me deixastes
numa estrada sem retorno,
caminhando solitário sem saber pra onde ir...
Perdido na imensidão de um amor insensato
que feriu de morte um pobre coração invadido
pelo ódio que foi sendo gerado inconscientemente.

Importa?
Se o amor que eu te dei, apesar de puro,
sincero e verdadeiro, foi impotente para
escalar a muralha do teu coração que,
aliada ao mar revolto da tua insensatez,
aniquila a tua alma e te transforma num reles pedaço
de nada, passando pela vida sem saber viver.

Importa?

P0004.1999.03
Copyright © 1999 by Magno R Almeida
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INCERTEZAS

Se um dia sentir saudades
do meu olhar
ou sentir uma louca vontade 
de comigo falar, 
não tenha receio, pode me procurar

Quebre o orgulho e não desvie o olhar

E se um dia alguém lhe perguntar
 o que aconteceu e porque 
de mim você se perdeu,
não diga nada, ou melhor, 
diga que não sabe...

Jamais conte nossos segredos

Talvez um dia possamos 
descobrir, ou não, que o nosso amor 
foi a mais pura ilusão

Nossos mundos inclinam-se
para lados opostos e jamais se encontrarão

Não temos culpa se fomos unidos
num momento de solidão que fez emergir, 
em nossas vidas, recordações de um 
passado imperfeito vivido ao sabor 
de nossas alegorias

Mas, se um dia sentir saudades...
não tenha receios, 
pode me procurar

O tempo passa...
O passado é estático...
O presente é real...
O futuro é incerto...

A vida também passa 
e nesse vai e vem...

P0106.2007.06
Copyright © 2007 by Magno R Almeida

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