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REFLEXO DA LOUCURA

Se você me encontrar por aí,
cabisbaixo e pensativo,
fumando o filtro do meu cigarro,
talvez eu esteja pensando em você

Se você me encontrar por aí,
vagando pelas noites
a procura de companhia,
talvez eu esteja tentando
suprir a tua ausência

Se você me encontrar por aí,
embriagado e sem destino,
com o olhar fixo nas estrelas,
talvez eu esteja tentando
rever o teu rosto

Mas se um dia
você me encontrar por aí,
sorrindo e cantando alegremente,
simplesmente, chore
porque a minha falsa alegria
é o reflexo da loucura
que se instalou em minha alma
por ter perdido o teu amor

P0149.2007.09
Copyright © 2015 by Magno R Almeida
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A HORA DA PARTIDA (revisado)

Um dia, todos nós partiremos para outra dimensão. E quando essa hora chega é porque a nossa missão está cumprida.  Aqui, ficarão apenas lembranças das nossas ações, dos nossos sorrisos e da nossa alegria.

Triste, e até certo ponto conflitante, é saber que nunca chegará um aviso com a hora do embarque. Este momento não é anunciado e nos pega de surpresa não nos permitindo concluir uma série de projetos idealizados e alguns em andamento.

Muitas coisas ficam inacabadas: Um gesto de amor; um abraço apertado; um olhar apaixonado; um beijo carinhoso; um sorriso de agradecimento e um muito obrigado; uma lágrima de saudade; e até um eu te amo, mesmo que seja tímido...

Sei que um dia embarcarei nesta viagem e sei, também, que não haverá tempo para despedir-me das coisas e das pessoas que um dia eu tanto amei e daquelas que eu tanto amo.

Partirei deixando, abruptamente, todos os meus familiares e amigos;

Partirei sem me despedir do silêncio que ao longo de tantos anos habitou o meu ser e, sem ao menos, me despedir dos dias e das noites felizes que passei com alguém muito especial e daqueles dias e noites que tive como companheira a fria e impiedosa solidão.

Sentirei saudades do sol que, quando precisei, aqueceu o meu frio; da chuva, que tantas vezes lavou a minha alma; do vento que com extrema bondade secou minhas lágrimas; do mar, que em tantos sonhos me embalou ao sabor das ondas; dos campos e das flores, que me encantaram com o seu perfume; do céu, da lua e das estrelas, que tanto encantaram e acariciaram a minha alma; e, acima de tudo, da minha perseverança em lutar sempre em busca da felicidade.

Sabendo disso, peço a todos que forem indagados sobre mim, que digam que eu amei, sorri, sofri, chorei, tive paixões e desilusões, fui feliz a meu modo, nunca desisti de viver e em vários momentos até me encantei com a vida.

Digam também, que os anjos levaram-me ao sabor do vento e, ao longo de toda viagem cantaram lindas melodias acalmando a minha alma.

Sei que lembranças de mim, em alguns corações, ficarão eternizadas em forma de saudades. Mas saibam que lá, em minha nova morada, também sentirei saudades
e estarei sempre torcendo por cada um de vocês.

Nunca se esqueçam de dizer que eu parti levando no peito a esperança de encontrar lá, do outro lado da vida, a tão sonhada paz e felicidade dos humanos e, quem sabe, o amor e a serenidade que eu tanto busquei enquanto deste lado da vida habitei.

P0472.2016.03
Copyright © 2016 by Magno R Almeida
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ABSINTO DE AMOR

Brindei, por ti,
o sorriso das hienas
e saciei a sede 
no lamaçal cristalino 
da insensatez.

A cada gole sorvido 
um absinto de amor
deslizando incólume 
pelo infinito do meu eu.

E assim, 
te misturei na saliva 
amarga e infecunda
daquela noite fria.

E te consumi, 
te tomei e te bebi 
no cálice trincado 
da ingratidão

P0460.2015.02
Copyright © 2015 by Magno R Almeida
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IMPORTA? (revisado)

Importa?
Se sem você minha vida não faz sentido...
Se o amor que eu te devoto
me faz cada vez mais sofrido
Se a luta que travo por teu amor
é desprezada pela tua ingratidão

Importa?
Se a minha vida sem você
é um traço imperfeito...
Se eu aprendi a te amar desse jeito
Se a tua indiferença não te permite
ver o quanto eu te quero

Importa?
Se as loucuras que eu já cometi por teu amor,
foram nada perante a tua leviandade...
Se você conseguiu arrancar do meu peito
o que antes eu achava ser felicidade...

Importa?
Se agindo assim me deixastes
numa estrada sem retorno,
caminhando solitário sem saber pra onde ir...
Perdido na imensidão de um amor insensato
que feriu de morte um pobre coração invadido
pelo ódio que foi sendo gerado inconscientemente.

Importa?
Se o amor que eu te dei, apesar de puro,
sincero e verdadeiro, foi impotente para
escalar a muralha do teu coração que,
aliada ao mar revolto da tua insensatez,
aniquila a tua alma e te transforma num reles pedaço
de nada, passando pela vida sem saber viver.

Importa?

P0004.1999.03
Copyright © 1999 by Magno R Almeida
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INCERTEZAS

Se um dia sentir saudades
do meu olhar
ou sentir uma louca vontade 
de comigo falar, 
não tenha receio, pode me procurar

Quebre o orgulho e não desvie o olhar

E se um dia alguém lhe perguntar
 o que aconteceu e porque 
de mim você se perdeu,
não diga nada, ou melhor, 
diga que não sabe...

Jamais conte nossos segredos

Talvez um dia possamos 
descobrir, ou não, que o nosso amor 
foi a mais pura ilusão

Nossos mundos inclinam-se
para lados opostos e jamais se encontrarão

Não temos culpa se fomos unidos
num momento de solidão que fez emergir, 
em nossas vidas, recordações de um 
passado imperfeito vivido ao sabor 
de nossas alegorias

Mas, se um dia sentir saudades...
não tenha receios, 
pode me procurar

O tempo passa...
O passado é estático...
O presente é real...
O futuro é incerto...

A vida também passa 
e nesse vai e vem...

P0106.2007.06
Copyright © 2007 by Magno R Almeida

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DESCONECTADO DA VIDA

Tarde de domingo...
Sol se despedindo...

Estou só
Rabiscando os meus versos
De repente a inspiração se vai
e um bloqueio domina a minha mente

Levanto
Caminho até a varanda
Olho para o horizonte
Relembro o meu passado
Avalio o meu presente...
Projeto um futuro de incertezas

O sol começa esconder-se
e eu, envolto nas minhas lembranças,
continuo só...
olhando para o horizonte,
contemplando o pôr-do-sol,
caminhando parado...
Imerso em meus pensamentos
Desconectado da vida
Tentando encontrar o caminho
que me leve de volta
à realidade do mundo

P0075.2007.03
Copyright © 2007 by Magno R Almeida
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A ESTRADA DO MEU DESTINO

Em busca 
do desconhecido
parti pela estrada da vida
Imponente, 
por ela caminhei

Altivo...triunfante...
cabeça erguida...
peito estufado...
orgulhoso como um Rei

Cada vez mas 
distante de mim,
lindos prados e 
jardins floridos avistei


Tardes ensolaradas, 
noites enluaradas,
bares, motéis, 
orgias, bordéis,
damas da noite, 
bêbados e vagabundos...
Tudo isto encontrei

Cada vez mais imponente,
caminhei sem pressa 
e sem destino...

Já muito distante de mim,
numa encruzilhada tropecei
e o inferno avistei

Hoje, 
pela mesma estrada,
tortuosa e margeada de espinhos,
que já não conseguem 
ferir a minha alma,
retorno, sem pressa,
caminhando em passos lentos
ao encontro de mim

P0157.2008.01
Copyright © 2008 by Magno R Almeida
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JÁ ERA...BABY

Você pensa que está abafando
e se acha a dona da situação

Que pena, querida,
sua linha esta cruzada
e você já não consegue
enganar o meu coração

Tenta fazer-me acreditar
nesse teatrinho de amor,
mas suas mentiras me cansaram
e eu me cansei de você

Você pirou, minha flor
Perdeu-se no labirinto
dos seus fingimentos

Se deu mal...neném
Quebrou a cara...

Não deu bola para os meus sentimentos
Perdeu o prumo...
Pensou que eu fosse objeto de consumo

Já era, baby
Sua bola murchou,
você me perdeu,
a fonte secou
e agora quem não quer sou eu

Sai de mim...Vai a luta...

Pode chorar
que eu não vou te perdoar

P0123.2007.07
Copyright © 2007 by Magno R Almeida
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TE ENCONTRO EM SONHOS

Já não me lembro dos teus olhos lindos
Dos teus cabelos já não lembro mais
Da tua boca lembro os beijos findos
E do teu corpo as curvas divinais

Do teu sorriso agora não me lembro
Dos teus carinhos esqueci também
Daquele dia triste de setembro
Vagas lembranças minha mente tem

Do teu perfume lembro vagamente
Do teu abraço doce e envolvente
Faço de tudo para não lembrar

Mas a saudade invade os meus lençóis
E então eu fico a pensar em nós
E nos meus sonhos vou te encontrar

P0160.2008.01
Copyright © 2008 by Magno R Almeida
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