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ABSINTO DE AMOR

Brindei, por ti,
o sorriso das hienas
e saciei a sede 
no lamaçal cristalino 
da insensatez.

A cada gole sorvido 
um absinto de amor
deslizando incólume 
pelo infinito do meu eu.

E assim, 
te misturei na saliva 
amarga e infecunda
daquela noite fria.

E te consumi, 
te tomei e te bebi 
no cálice trincado 
da ingratidão

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