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PALAVRAS

Palavras
frias e defloradas,
pela caneta assassina,
numa branca folha de papel...

Palavras 
expostas ao vento
que doem por dentro
rasgando a alma que se esvai
num fio de lágrima
sangrando o poema... 

Valente, o poeta chora
e deixa o seu grito mudo,
transmutado em poesia,
ecoar pelas multidões

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