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COLHENDO ILUSÕES

Sob os raios de um sol imaginário
aqueço-me no paraíso da loucura...

Circulo pelas feiras confusas dos meus pensamentos
e vislumbro jardins de poesias...

Contemplo esperanças,
planto emoções, rego sentimentos, podo desabafos

Colho letras, frases, vírgulas, exclamações
e cruéis interrogações

Pelos meus dedos escorrem
apóstrofos, parênteses, sinônimos, plurais
e os mais variados sinais

Recolho as sobras (apenas ilusões)
e tento escrever um poema.

Mas percebo que os frutos da colheita murcharam
deixando meus versos sem rima, sem métrica,
sem inspiração, sem sentido...

P0182.2008.06
Copyright © 2008 by Magno R Almeida