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A RAZÃO DOS MEUS AIS

As vezes eu fico assim:
nas vagas de um sonho.

E só desperto quando
a realidade se faz presente
nos tropeços da vida.

Então sou invadido
por uma infernal lucidez
que aos poucos consome,
devora e arranca do meu ser
a vontade de viver.

Nessas horas,
entre versos mordidos,
faço ecoar o meu grito
e num silêncio profundo
espanto a razão dos meus ais

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