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NAU DA ESPERANÇA

Eternas paisagens
esmaecidas no ceticismo da alma...

Solidão oculta
no burburinho das festas
que rasgam o silêncio adormecido
no meu interior...

Frios pingos de chuva,
caídos do céu dos meus pensamentos,
entoam serenatas que amenizam
a descrença na Paz
e torna escorregadio o cais
onde os navios da esperança
não conseguem atracar
e permanecem  fundeados
na baía angustiante
dos meus versos tortos

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Copyright © 2008 by Magno R Almeida