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POBRE MOÇA


Lá vem de novo aquela moça desgrenhada
Com os pés descalços e com a roupa em desalinho
Vem tropeçando pelos cantos da calçada
Cambaleando vai seguindo o seu caminho

Que pobre moça, como é triste o seu destino
Já foi tão bela mas ficou tão feia e torta
Vagando vai pelo seu mundo clandestino
Ainda vive mas parece que está morta

Amargurada e com o peito torturado
Tentou curar suas feridas do passado
Esmoreceu e ao inimigo sucumbiu

Deixou que as drogas dominassem sua vida
Entrou num mundo irreal, vive perdida
Tão bela moça que a droga destruiu.

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Copyright © 2004 by Magno R Almeida